7.7.09

hermanos japas

firme e forte no ideal de manter esse blog ativo e recheado de novidades, fui a caca nesse sabado. primeiro, uma paradinha basica na liberdade, para encontrar com o camarada edu, meu super companheiro de aventuras no japao. estavamos esperando mais algumas pessoas chegarem para a saida posterior, entao decidimos bater papo no kintaro, um mini-boteco desses que faz da liba o melhor lugar para comer e sentir os aromas do japao.


edu e o dono do kintaro, takahiro

o bar fica numa portinha estreita da rua tomas gonzaga, proximo a restaurantes famosos com o gombe e lamen kazu [esse vai ter resenha daqui a pouco, alias!], e sempre me chamou a atencao por ter muitos japoneses la. em anos e anos de vida japa foi a primeira vez que entrei la, a convite da minha amiga hermana yoko, namorada do edu.

assim como o abe, um dos meus botecos preferidos da liba, o kintaro serve comidas bem tipicas de izakaya [boteco japones], com aquele ar despretensioso e acolhedor. os donos do bar sao lutadores de sumo e dizem que la eh o ponto de encontro dos amantes desse esporte. vale como otima referencia, pois com certeza os caras curtem comer!

pedimos uma cervejinha, que veio super gelada, no ponto para desencadear no pedido de outra e mais outra, e depois de quase uma hora tentando nao cair em tentacao, me rendi e pedi uma porcao de oden, uma especie de sopa com varios legumes e ovo cozidos, que eh bastante tipica do inverno japones. valeu super a pena!

foi ai que as pessoas que esperavamos chegaram. hora de partir.

o grupo que partiu rumo a vila era formado por mim, edu, yoko, tiemi [outra amiga de sapporo] e o yu, um japones que veio ao brasil para ter ideias para abrir um bar. demoro!

ja fazia um certo tempo que eu havia feito propaganda sobre o empanadas, um dos bares mais tradicionais da vila, e um dos meus preferidos. queria muito que a yoko, sendo uma autentica argentina, experimentasse a nossa empanada [que descobri no sabado ser dirigida ha uns 15 anos por um pernambucano], para checar se estavamos sendo enganados ou nao.

conclusao: ela a-do-rou! viva!


pelo que a yoko disse, o recheio da empanada de carne eh "delicioso", mas a massa eh um pouco diferente do que ela esta acostumada. mas segundo a nossa expert, na argentina ha diversas maneiras de preparar a massa, portanto o nosso exemplar eh aceitavel hihi


o yu curtiu muito o clima de boteco brasileiro, com mesas do lado de fora dos estabelecimentos e toda a interacao com garcons e vizinhos de mesa. mostramos para ele os elementos basicos dos botecos daqui, como aquelas classicas garrafas no teto, posters de times de futebol, chopeira congelada, entre outros. andamos ainda por outros bares da regiao, mostrando as diferentes decoracoes em cada um. ele ficou realmente animado com as ideias e eu boto fe que logo logo o japao vai ter um bar tipicamente brasileiro.

3.7.09

aflicao

ninguem gosta de falar em publico. ok, sei que existem os que se dao melhor e ficam mais a vontade do que outros, mas o fato eh que o friozinho na barriga sempre esta la. hoje tive que fazer uma apresentacao interna, no trabalho. fiquei esperando por umas 3 horas para chegar a minha vez e foi uma tortura. nao a apresentacao em si, mas a espera.



lembro de quando era mini-maya e participava de torneios de karaoke. minha mae sempre achou que esse tipo de atividade iria fazer com que eu perdesse a timidez, mas nao sei se deu certo. porque eu cantava [ainda canto] mal pra carai haahahah entao era um sofrimento incrivel ter que subir no palco e me apresentar.

ja fiz uns cursos rapidos de oratoria e hoje tento minimizar os erros comuns que sao cometidos quando se fala em publico, mas esse nervosismo e ansiedade antes da exposicao eu pouco consigo controlar. hoje tive uma experiencia desse tipo: estava preparada, conhecia bem o meu publico, mas queria falar logo, para acabar com a espera. tomei cafe, depois suco e comi uns sanduichinhos. faltando 10 minutos pra eu entrar, fiquei com a maior vontade do mundo de fazer xixi. e nao fui. os 10 min se transformaram em 20 e nada.

ai ai e a minha hora nao chegava.....ate que enfim, chegou! entrei, e por incrivel que pareca, enquanto estou falando ja da uma sensacao de alivio e tudo flui. mas por que sentir toda essa ansiedade antes? sei la!

esqueci do xixi depois da apresentacao e fui aliviar so uns 20 minutos depois. vai entender!

1.7.09

berlandia

mais uma novidade na minha vida. como adulta, tenho agora alguns programas diferentes de final de semana. as botecadas de sabado a tarde deram lugar a compromissos bem mais serios, como passeio com priminhos, viagens para casa de parentes e claro, casamentos!

do comeco do ano ate agora ja fui em tres deles, todos de pessoas que eu so fui conhecer no proprio dia. acho que isso sim eh uma coisa de adulto: fazer amizade rapidamente, falar sobre amenidades e assuntos densos e depois ainda combinar um cafezinho no dia seguinte. tudo com muita classe, obvio.

um desses eventos do qual participei foi na adoravel [u]berlandia, no triangulo mineiro.

berlandia vista do alto

tinha um restico de milhas e usei para ir ate la. mas foi uma experiencia meio de indio, porque na hora de reservar a volta, nao tinha mais lugar para os pobres coitados que usam milhas. e eu voltei de busao. mas isso eh uma outra historia.

cheguei em minas com calor [em sp estava bem naquela semana de suuuper frio], e fome. poxa, estava em minas, so podia querer comer uma bela comida de fazenda, daquelas bem gordas e deliciosas. desci do aviao e peguei um busao, desses de cidade [sim, porque meu espirito mochileiro perdura] e fui ate o centro da cidade, onde reservei um quarto de hotel ligando de um orelhao no aeroporto.

depois de tomar um banhinho e trocar de roupa, fui andar pela regiao e achei um boteco simpatico, que nao tinha um fogaozao a lenha mineiro, mas servia uns petiscos de dar agua na boca. resolvi pedir esse:



linguica de porco na cachaca

a porcao era super servida, com umas cebolinhas fritas na medida. de repente, o garcom sacou um copinho com pinga e simplesmente jogou em cima da linguica. pensei: "claro, que coisa mais obvia!". mas foi ai que ele tirou um isqueiro do bolso e flambou o prato. pois eh, comida mineira com toque frances!

a noite rolou a super festa de casamento, com o buffet tipico de festa. la fiz os meus amigos instantaneos, que dividiam a mesma mesa e igualmente a nos nao conhecia grande porcentagem dos convidados. papo vai papo vem, a lauren, uma querida mineira com muito orgulho da cidade em que vive, tomou como missao apresentar a grande berlandia para os paulistas.

as 11h do dia seguinte ela parou na porta do hotel com toda a disposicao do mundo. mostrou o mercado municipal da cidade, que ainda guarda caracteristicas de atacado de graos, as ruazinhas mais antigas e um pouco da historia mineira.

como nao podia deixar de ser, fomos a um restaurante tipico, considerado por ela o melhor da regiao. o fogao de minas se autointitula centro cultural e eh mesmo. alem da deliciosa comida, oferece cachacas dos mais variados tipos, fotos e utensilios tipicos da fazenda.


deliiiiicia de fogao! com direito a leitoa fatiada na hora, com aquela crosta de pururuca! aiai..

tomei cafezinho com aquelas canequinhas esmaltadas, de aluminio, que me lembrou o sitio dos meus avos. nossa e a comida, nem vou comentar. so digo uma coisa, repeti o prato umas 3 vezes hahah


junki, eu, lauren e as cachacas

depois de sair praticamente rolando do restaurante, fomos chamados para tomar um cafezinho no centro da cidade, com outras amigas conhecidas apenas na noite anterior. juro que tentei me esforcar para experimentar um pao de queijo mineiro, mas nao cabia mais nada.

ainda fomos chamados a jantar numa casa de vo mineira, experiencia que me assustou um pouco. mesmo sem fome nenhuma, era muita desfeita nao comer algo. e fui la pegar um pedacinho de pizza, quando vejo a avo bem preocupada, mesmo, com uma cara de "coma!". comi, claro. e entendi que para a cultura dos mineiros comer realmente eh uma acao necessaria!

e viva a gula! [eu adoro]

30.6.09

desempoeirando

caraca! um ano e uma semana depois, la venho eu tirar po desse blog. pois eh, nao cumpri a promessa do meu ultimo post, de trazer fotos da festa de centenario da imigracao japonesa, que alias, ja tem 101 anos.

o que aconteceu nesse ultimo ano? nossa, nem eu sei. um ano para uma crianca eh uma eternidade, tanta coisa se passa em 365 dias. so que para uma menina de 24/25 anos, o tempo vira uma medida relativa, um piscar de olhos.

por que voltei? juro que tentei me modernizar, entrar no mundo do twitter, e talz. mas escrever pouco ainda nao eh uma arte que domino. e nao me senti a vontade com o esquema de ser "seguida" pelas pessoas. aqui no blog, entra quem quiser e quando quiser. la me dava uma vergonhinha de escrever algo que todos iriam receber na mesma hora. sei la, foi mais ou menos isso.

fiquei com saudade de ter essa janelinha de escape. de escrever sobre o tudo e o nada. e claro, tentar voltar a ter uma vida com novidades. antes elas vinham ate mim, por conta da viagem ao japao, que me recheava de assuntos interessantes para dividir. mas agora vou caca-los!

preparem-se para resenhas sobre bares e restaurantes nunca antes avaliados e dicas sobre programas de indio!

i'm back, baby!

22.6.08

só quem foi sabe

finalmente fez 100 anos que os meus antepassados chegaram aqui. estava ansiosa por esse dia, planejado há anos hahahaha só quem é nikkei sabe a quanto tempo estamos planejando as danças, roupas e animos para a festa principal, que aconteceu no anhembi nos dias 21 e 22 de junho.

eu iria de qualquer jeito pra la, mas tive a felicidade de ser convidada pra participar da cobertura como frila de um portal nikkei.

a sala de imprensa era um oasis no meio de barraquinhas que vendiam comidas e bebidas hiperflacionadas, do tipo yakissoba a R$ 14 [o normal eh R$ 7], churrasquinho a R$ 5 e manju a R$ 10 [o normal acho que é uns R$ 4]. la, jornalistas são mimados com agua, suco e café, sanduichinhos e bolachas de graça hahaha não é a toa que eu quebrei o galho de uns amigos e levei o rango pra eles. mas só um pouquinho!


na concentração, onde ficavam todos os grupos de artistas antes de se apresentarem, parecia reuniao de torcidas organizadas. era um hino pra cá, gritos em conjunto e batidas de taiko pra la, uma loucura, mas uma delicia também. havia um grupo de 700 caras que formavam uma enorme banda, com todos os instrumentos possíveis e imagináveis. o mais impressionante neles eram os gritos de incentivo antes de entrar na avenida: o lider gritava "vocês vieram aqui pra apresentar?", e o grupo todo "naaaaaaooo". "vocês vieram pra que?"... "surpreender!" plac plac plac

alias, mto legal a experiência de estar no anhembi. ele é bem menor do que eu imaginava e até lembra mesmo a sapucaí hahahaha como boa turista, tirei uma foto na entrada dele, como se fosse desfilar.

bom, as apresentações foram mto legais, mas emocionou mesmo o taiso [ginástica] dos velhinhos. achei lindo demais! o legal foi o publico dancando junto hahah até fiquei com vontade de acompanhar, mas acho que não ia pegar bem, já que eu tava como imprensa hahah

ah e o príncipe... ele é um fofo, chegou acenando de dentro do carro com uns tchauzinhos contidos, mas mto simpático. falou "muito obrigado" em português, ficou vermelhinho quando deu problema no microfone, mas não perdeu a postura, nunca.

fatos engraçados:
o susto que todo mundo levou quando passaram usn caças da FAB, que fez um barulhão. eu nem sabia que isso ia acontecer e, por uns instantes, tava ate achando que era um ataque terrorista [me-do!]

as senhoras que, enquanto tocava o hino, eram filmadas pelo telão. qdo uma delas viu que estava aparecendo, deu um cutucão na do lado, fazendo o sambódromo inteiro rir hahahaha

a tocha da amizade, que não acendia de jeito nenhum e precisou da ajudinha de uma cara da organização pra ligar na marra.

momentos de emoção:
o hino japones, que foi cantando com força por todo mundo, até mais que o brasileiro.
as apresentações de taiko, principalmente a final, que trouxe 3 mil pessoas e batia forte no peito.
o principe dizendo que reconhece o esforço de todos os nikkeis.

lindo, lindo!
ah e teve chuva o dia todo, menos quando o principe chegou hahahahah foi só ele descer do carro pra abrir um solzão.

fotos e mais curiosidades, no próximo post hahahah

15.5.08

proxima viagem

mal cheguei em solo brasileiro e ja sonho com a nova aventura. pois eh, mochileiro que eh mochileiro nao consegue ficar parado, nem sabe o significado que criar raizes. eu nao sou do tipo xiita, que faz caminhadas no final de semana e anda por ai com camisetas de corridas. mas quem me conhece sabe que eu sou um paradoxo de preguica domincal com energia pra percorrer os cantos mais pobres e mais bonitos do mundo.

pois eh, desde que sai de uyuni, na bolivia, sonho em voltar pra la. quando fui, fiz um passeio incompleto pelo deserto, por falta de planejamento logistico. mas agora vai! ainda nao sei quando, mas em breve voltarei ao cafundo da america latina, percorrendo o deserto do atacama, no chile, visitando geisers, as lagunas e enfim, aquela infinidade de sal.

fico taoo empolgada com os planejamentos que fico babando nos sites de lojas de equipamentos para viagem. sonho com uma toalha propria para nadadores, que seca rapido e ocupa lugar infimo na mochila, um saco de dormir que aguenta o maior friozao que faz la, e claro, mochilas, hahaha. mesmo tendo a minha, que eh otima, fico tentada a montar uma colecao.

ai ai, viva as milhas da varig! pollo ao horno com suco de saquinho, ai vou eu!

6.5.08

tempo é relativo

já passa de um mês que eu voltei pro brasil. estou com uns trabalhos, mas não é nada como um emprego de verdade, com horários e prazos. qdo trabalhava "de verdade", sempre sonhava com o dia que eu pudesse ficar assim e ter tempo pra fazer as minhas coisas.

tempo eu até tenho hoje, mas isso aqui não tem nada a ver com férias. quando se está de férias, você continua recebendo seu suado dinheirinho. do jeito que eu estou, so trabalhando é que ele vem até mim. então bate aquela sensação de culpa por não produzir nada. não que escrever no blog não seja produzir, mas a criatividade deveria estar voltada pra causas mais práticas, que resultem em dindin pra poder ir ao bar com os amigos.

ahhh, doce vida que eu tinha no japão. eu era feliz e sabia!

queria poder escrever mais aqui, mas não há mto o que contar. diferente de quando saí do brasil, hoje sou uma pessoa caseira, que não faz nada muito além de escrever e escrever e cozinhar e limpar a casa haha

mas isso é passageiro, meu período sabático está no fim! aí sim, esse blog estará recheado de experiências, que continuarão tendo orçamento baixíssimo, mas que irão além da porta da minha humilde casa. aguarde e verão!