soran, soran!!
o pior eh que nem da pra sentir muito remorso, pq a rotatividade do publico eh grande, entao sempre tem um espaco vagando. os japas nao costumam assistir toda a apresentacao, apenas uns cinco grupos, no maximo.filosofia de boteco em sua plenitude
o pior eh que nem da pra sentir muito remorso, pq a rotatividade do publico eh grande, entao sempre tem um espaco vagando. os japas nao costumam assistir toda a apresentacao, apenas uns cinco grupos, no maximo.viajado por ma às 05:16
se vc esta sem dinheiro, sem amigos, entediado num final de semana no japao, nao se desespere!!
viajado por ma às 04:55
todo mundo sabe que aqui pros lados da asia, mais especificamente a china, todo mundo anda de bike. eu, que nao andava desde a ultima vez que tinha vindo pro japao, fiz uma nova amiga.
o nome dela eh numero 12 [apesar de que a que esta na foto deve ser a numero 9], e eh com ela que eu passeio nas tardes de sol e calor de hokkaido.
ela possui dois cadeados, um pra usar na rua e outro pra prender na garagem. mas nem sei se precisa de tudo isso realmente, porque eu duvido que algum japa vai se dar ao trabalho de roubar uma bicicleta, sendo que nas estacoes de trem milhares sao esquecidas.
coloco minha bagagem na linda cestinha e pedalo livremente, sentindo o frescor do vento sobre a cabeleira. a numero 12 eh minha companhia perfeita pra uma ida ao mercado hahaha
viajado por ma às 03:56
andar pelas ruas do japao eh divertido.as calcadas sao floridas, os motoristas sao educados, tudo funciona perfeitamente. toda essa estrutura eh produto da organizacao desses seres, os japoneses.ao olhar para todos os lados, vemos figurinhas com dentes e pernas tortas, cabelos ora lisos, ora encaracolados, vozes nasaladas.
as vezes, sinto-me no meio de oompa-loompas, como na fantastica fabrica de chocolate. sao seres iguais, que se ocupam de tarefas diversas, e que se diferenciam pela roupa.
nas horas de folga, sacam seus enormes tefefones celulares e ficam mexendo freneticamente nos botoes. de vez em quando, encontramos uns deles debaixo de um trem, infelizmente.
ao contrario do que acontece no brasil, nao ha nada alem de japoneses. ricos, pobres, dentistas, motoristas de onibus, faxineiras, policiais, todos sao japas. aqui nao da pra distinguir a profissao de uma pessoa pelo fenotipo dela, muito menos definir estereotipos. por isso fico assustada.. todo mundo eh igual!
talvez seja por essa falta de caracteristicas fortes que os japas acabam enrolando seus lindos cabelos lisos, a ponto de fazer um ninho de passarinho e achar que estao arrasando. homens usam presilhas para prender a "franja" [veja que gay], usam sandalias que mais parecem ter saido de uma liquidacao da 25 de marco depois do carnaval.
ai ai, posso fazer um tratado sobre essas pessoas.. os japas sao taao interessantes!
viajado por ma às 00:25
viajado por ma às 10:59
O Vento
Posso ouvir o vento passar
Assistir a onda bater
Mas o estrago que faz
A vida é curta pra ver
Eu pensei que quando eu morrer
Vou acordar para o tempo
E para o tempo parar
Um século, um mês
Três vidas e mais
Um passo pra trás?
Por que será?
...
Vou pensar
Como pode alguém sonhar
O que é impossível saber
Não te dizer o que eu penso
Já é pensar em dizer
Isso eu vi, o vento leva!
Não sei mas sinto que é como sonhar
Que o esforço pra lembrar
É vontade de esquecer
E isso por que?
(diz mais)
Ú
Se a gente já não sabe mais
Rir um do outro meu bem
Então o que resta é chorar
E talvez
se tem que durar
Vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três
Se as vidas atrás
São parte de nós
E como será?
O vento vai dizer lento que virá
E se chover demais
A gente vai saber,
Claro de um trovão,
Se alguém depois sorrir em paz
(Só de encontrar...)
viajado por ma às 06:53
No início do mês de abril começaram a partir os primeiros bolsistas 2007, rumo ao Japão. Os que ficam têm milhares de despedidas para ir, tanto em bares, pizzarias, karaokês, aeroporto... e ficam pra trás, dando tchau e esperando aquela figura conhecida desaparecer entre muros e máquinhas de raio x.
A nós cabe dar um abraço forte, passar confiança para aquele que parte e sente um misto de euforia, por causa do novo desafio de morar longe, com aquele medo de ir embora, de deixar coisas e pessoas para trás. Derrubar algumas lágrimas às vezes é inevitável, dos dois lados [tanto dos que vão como os que ficam].
Alguns ainda têm a possibilidade de reencontrar os amigos mais cedo, lá no nihon, como o caso dos kenshuseis e dos ryugakus atrasados. Ficam combinando passeios do outro lado do mundo, mesmo que a incerteza paire sobre datas e locais.
Os que ficam no Brasil têm sua rotina normal, mas convivem com o Buraco. Buraco esse que aparece nos dias em que você vai pro bar com os amigos e fica faltando uma piada, ou quando você passa por um quarto e nota que onde havia agitação e bagunça a energia não funciona mais. O Buraco vai sendo preenchido aos poucos com outra rotina, outra realidade e acaba-se acostumando com ele. O fato é que ele está ali, e isso perturba.
Mas o que nos acalma é saber que daqui a pouco o Buraco será preenchido de novo.
viajado por ma às 13:14